[Resenha] 101 lições que aprendi na escola de arquitetura – Matthew Frederick

101 Lições que Aprendi na Escola de Arquitetura é um daqueles livros para se ler em pouquíssimo tempo e, dado suas valiosas dicas, é também daqueles que guardamos infinitamente. Cada uma de suas páginas é dedicada à uma das lições escritas pelo arquiteto e designer Matthew Frederick (http://www.frederickdesignstudio.com/) acompanhadas por simples ilustrações também referentes à lição. As lições vão desde como desenhar uma “simples” linha até dicas profissionais para desenhos e projetos arquitetônicos ou em design. Apesar de parecer ser direcionado aos estudantes de arquitetura, o livro também pode ser uma referência e um bom livro de estante para profissionais da área.

Este livro faz parte de uma coleção intitulada “101 Things I Learned Series”, onde o autor aborda outras profissões com a mesma praticidade usada no tema de arquitetura. Acesse o site dedicado à essa coleção clicando aqui.

Eis algumas lições extraídas do livro algumas folhas do livro em inglês:

“Desenhe um espaço arquitetônico para acomodar um programa específico, experiência ou intuito.

Não desenhe um retângulo – ou qualquer outra forma aleatória – em uma planta do piso, rotule-a e assuma que será apropriada para seu devido intento. Ao contrário, investigue os requisitos do programa detalhadamente para determinar as especificidades das atividades que lá acontecerão. Visualize situações reais ou experiências que acontecerão naqueles espaços e desenhe uma arquitetura que as acomode e as realce.

Um bom designer não tem medo de jogar fora uma boa ideia.

Só porque uma ideia interessante lhe ocorreu, não significa que faz parte do edifício que você está projetando, Sujeite cada ideia, brainstorm, devaneio casual e sugestão útil a uma cuidadosa consideração crítica. Seu objetivo como designer deveria ser o de criar um todo integrado, não o de incorporar todas as melhores características de seu edifício de uma só vez, quer elas se encaixem entre si ou não.
Pense em uma parti como um autor emprega uma tese, ou como um compositor emprega um tema musical: nem toda ideia que um criador invoca pertence ao trabalho que está sendo feito! Guarde suas boas, porém fracas ideias, para outra hora e outro projeto – e consciente de que elas poderão não funcionar nesse momento também.

Se você não pode explicar suas ideias para sua avó de um jeito que ela entenda, você não conhece seu assunto o suficiente.

Alguns arquitetos, professores e estudantes usam uma linguagem exageradamente complexa (e geralmente sem sentido!) no intuito de conquistar respeito e reconhecimento. Você pode aceitar que eles façam isso, mas não os imite. Profissionais que conhecem muito bem sua matéria sabem como transmitir seus conhecimentos para os outros em uma linguagem coloquial.”

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